quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Primeiro, o silêncio.

   Fazem-me calos nos dedos as palavras não escritas, por efeito do rude atrito, a primitiva busca por calor e iluminação. 
    Acumulam-se-me espessas sob a pele, doridamente.
    Às vezes, tento drená-las por canalículos de inspiração. Mas saem-me com dificuldade. E não curam. Apenas reabrem velhas feridas de silêncio.

4 comentários:

  1. Esconderijo...esse vai ser o meu. Vai me proteger, me abrigar, abarcar meus sentimentos, minhas inquietudes.

    Magritte? Me parece ele, que assim como tu tem a genialidade de traduzir o indizível, o impossível que é tão mais verdadeiro que tudo que se vê, mesmo por espelho.

    Amo você e o seu caminho.

    Kk

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  2. Queria, que lindo ficou o seu blog! Suas palavras... me emudecem, tamanho o susto de ver-te assim, manifesta!

    Um beijo e vamos seguindo na "fuga"...

    Elis

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  3. então, rendo-me à pus
    a seu cheiro e textura
    e sinto, e sinto
    e sinto
    sinto
    transformo-me
    quando escrevo, já não sou mais o que era

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  4. Os semelhantes se atraem! Débora Poulain não fica atrás. Parabéns por um texto tão curto mas tão grande!

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